Dia Mundial De Combate ao Bullying

Celebra-se hoje, dia 20 de outubro, o Dia Mundial de Combate ao Bullying. Bullying é um anglicanismo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por uma ou mais pessoas no contexto de uma relação desigual de poder, causando dor e angústia nas vítimas. 

Esta data é um alerta internacional para o problema do bullying com que muitos jovens vivem. Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), uma em cada três crianças do mundo, entre os 13 e os 15 anos, é vítima de bullying na escola regularmente. Associado ao recurso às novas tecnologias, nomeadamente as redes sociais, o bullying tem assumido novos contornos, deixando de lado a parte física da provocação, ameaça, intimidação e agressão, dando origem à vertente virtual do ciberbullying.

bullying inclui comportamentos como ameaçar, espalhar boatos, atacar alguém fisicamente (bater, arranhar, cuspir, roubar ou partir objetos) ou verbalmente (chamar nomes, provocar, dizer às outras crianças para não serem amigas de uma delas, gozar) ou excluir alguém do grupo propositadamente.

 O bullying pode acontecer durante ou depois das horas escolares, dentro da escola, mas também fora (nos espaços circundantes, nos meios de transporte) e na internet (por exemplo, no Facebook ou noutras redes sociais). Quer os rapazes quer as raparigas podem fazer bullying. As vítimas de bullying também podem ser raparigas ou rapazes.

A família e a escola são elementos muito importantes na prevenção e no combate à violência praticada contra crianças e jovens. Desta forma, os pais devem perguntar diariamente aos filhos sobre o dia na escola e, tentar perceber pelas respostas se os filhos têm comportamentos que podem ser indicativos de problemas de bullying, tais como:

  • Mostrarem-se tristes e deprimidos constantemente;
  • Apresentarem desculpas para não irem à escola e faltam regularmente;
  • Desenvolvem sintomas psicossomáticos (dor de cabeça, cansaço crónico, insónias, dificuldades de concentração, tensão muscular, desmaios, tremores, entre outros);
  • Falta de interesse nas diversas atividades;
  • Não ter muitos amigos e eventos sociais.

Encoraje os seus filhos a expressarem o que sentem, a dizerem “não” quando estão desconfortáveis e a não reagirem com violência, para não gerir ainda mais violência.

Em Portugal as vítimas de bullying podem recorrer à Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) para obterem apoio. No site da APAV encontra-se informação útil e ajuda para este problema.