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Outubro – Mês da Consciencialização da Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção

No mês em que se assinala a consciencialização da Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA), vamos tentar desmistificar algumas questões. Todos conhecemos alguém com PHDA, mas será que sabemos o que isto significa e que implicações tem no seu dia-a-dia?

A PHDA é possivelmente a perturbação do neurodesenvolvimento mais frequente, sendo caraterizada por um conjunto significativo de alterações comportamentais: desatenção, hiperatividade e/ou impulsividade.  As crianças com PHDA apresentam uma grande dificuldade em inibir e ajustar o comportamento à situação ou tarefa específicas. Em face das alterações comportamentais e neurocognitivas (atenção, funcionamento executivo, memoria de trabalho…), as crianças com esta problemática tendem a apresentar dificuldades de aprendizagem, imaturidade, problemas de ajustamento psicossocial, dificuldades no relacionamento com os pares, dificuldades em cumprir regras e atingir objetivos, entre outros.

Assim, assinalamos este mês, desmistificando alguns mitos associados a esta perturbação.

WEBINAR – Desafios à Parentalidade e Oportunidades na Pandemia Covid-19

Irá decorrer, no dia 11 de setembro às 17:30h, um Webinar que tem como objetivos refletir sobre os desafios e oportunidades que a Pandemia Covid-19 trouxe à parentalidade, assim como promover estratégias para lidar com alguns desses desafios.

Esta ação vai ser conduzida pela Prof.ª Maria Filomena Gaspar e a Dr.ª Tatiana Homem.

As fichas de inscrição serão entregues juntamente com o Boletim PIICIE nº 2 e deverão ser entregues na Sede do PIICIE, na Câmara Municipal de Boticas ou via e-mail (piicie@cm-boticas.pt). 

 

Escutar não é Só Ouvir!

A parentalidade é um trabalho árduo e contínuo para o qual se contribui todos os dias com grandes e pequenos gestos. Comunicar eficazmente, saber escutar e conversar é essencial para uma ligação saudável entre pais e filhos. Sabemos que nenhuma relação está isenta de conflitos, muito menos as relações familiares.

Deixamos aqui algumas estratégias a considerar para manter o canal de comunicação aberto, privilegiando o respeito mútuo e a confiança para o diálogo:

  • Nos momentos em que o seu filho está a partilhar uma preocupação ou uma ideia consigo, pare o que está a fazer e dedique-lhe a sua atenção completa.
  • Manifeste o seu interesse sobre o que o seu filho lhe diz sem ser intrusiva.
  • Esteja aberta para ouvir o ponto de vista do seu filho mesmo que tenha dificuldade em concordar ou quando lhe custa ouvir as suas críticas e opiniões.
  • Reformule o que ouviu para se certificar que compreendeu o que o seu filho lhe quer realmente dizer e assim evitar equívocos e mal entendidos.
  • Quando discordar ou em situação de conflito, mantenha a calma e não se coloque na defensiva. Se o fizer, o seu filho vai perceber essa atitude e reagir da mesma forma.
  • Expresse a sua opinião de forma clara e inequívoca. Desde que haja respeito pela opinião de cada um e um diálogo franco e aberto, não há motivo para não mostrar discordância.
  • Quando conversa com o seu filho, concentre-se nos sentimentos da criança e não nos seus. Só assim poderá compreender os motivos e ser verdadeiramente empática.

As crianças aprendem por imitação. Na maioria das vezes, vão seguir o exemplo dos pais na forma como estes lidam com sentimentos como raiva ou frustração, no modo como enfrentam e resolvem os problemas e nas estratégias que utilizam para lidar com sentimentos difíceis. Tente dar o melhor exemplo possível para que o seu filho desenvolva uma comunicação eficaz.

Terminamos, assim, com um vídeo da psicóloga Rute Agulhas sobre como praticar a escuta ativa.

Boa semana e não se esqueçam que a coisa mais importante na comunicação é ouvir o que não está a ser dito!