Do mito à Ciência!

Quem é que não conhece a história do “lobo mau”?! Personagem de muitas histórias infantis com origem europeia.

Ainda há zonas, como o Gerês, onde os agricultores diabolizam este animal em virtude dos ataques a rebanhos.

Em tempos anteriores, o lobo era assustador, incompreendido e perseguido. Mas por muito maus que os lobos dos contos pareçam, a ciência conta uma história muito diferente.

Na realidade, o lobo é um animal selvagem que tem uma função ecológica muito importante: é um grande predador que controla as populações de animais herbívoros. As suas principais características físicas mostram-nos que está perfeitamente adaptado à caça de animais de grande tamanho, como veados e javalis, evitando que as suas populações cresçam em excesso e eliminando, sobretudo, os exemplares doentes.

Infelizmente, o lobo foi desaparecendo no decurso dos anos devido à perseguição humana e à destruição dos seus habitats. Atualmente é uma espécie ameaçada cuja sobrevivência é garantida apenas por diferentes programas de conservação.

Tem os sentidos muito apurados:

  • A visão está adaptada para ser melhor à noite. O seu maior período de atividade é crepuscular e noturno.
  • A audição é, provavelmente, o seu sentido mais apurado. Consegue ouvir acima dos 80kHz (humanos: até 20 kHz) e até cerca de 10km de distância numa floresta e 16km em espaço aberto. Mesmo quando dorme, as orelhas do lobo mantêm-se levantadas para detetar sons produzidos por outros animais.
  • O olfato é 100 vezes melhor que o dos humanos: consegue cheirar uma presa ainda antes de a ver, a cerca de 1,5km e é ainda capaz de sentir o cheiro de um animal três dias depois de ter partido de determinado local.

Fonte: https://ccvguimaraes.pt/