A culinária unida à ciência – “Bolo na Caneca”

Já alguma vez tinhas pensado quanta ciência está envolvida na confeção de um bolo? É que está mesmo muita!

Depois de fazeres a receita que te deixamos do “Bolo na Caneca”, se observaste bem, reparaste que depois de misturares todos estes ingredientes ficaste com uma massa castanha, espessa, mas líquida. Ainda não parecia um bolo, pois não? Depois de cozer já tem o aspeto de um bolo! Cresceu. Agora o bolo ocupa mais espaço do que a massa ocupava! E cheira bem! Parece que sai fumo do bolo. Sabes o que é? É vapor de água. A água dos ovos e do leite, quando foi aquecida, passou em parte a vapor de água, que se começa a libertar. Mas voltemos ao bolo e vamos tentar perceber o que aconteceu.

Como é que o bolo cresceu?

Um dos responsáveis por isso é o fermento. O fermento é formado por substâncias que se vão transformar quando são aquecidas e dar origem a outras diferentes, diz-se que se dá uma reação química. Uma das substâncias que se forma é um gás, o dióxido de carbono. São as bolhas desse gás que estava na caneca que permitem que se forme um bolo com a textura de uma espuma fofa.

 Como é que o bolo ficou sólido?

Começaste com uma massa espessa, mas líquida, que se transformou, depois do bolo cozido, numa espuma fofa e sólida. Isso aconteceu porque, com o calor as substâncias que formam o ovo (principalmente as proteínas) vão sofrer alterações e vão ligar-se umas às outras, formando uma “rede”. Assim, o ovo, que era líquido, fica sólido. O amido da farinha também sofre alterações e também vai contribuir para a estrutura sólida do bolo.

Enquanto comes… Podes ir pensando para que servem os outros ingredientes: o leite e o óleo servem para o bolo ficar mais macio e menos seco. O cacau dá o sabor a chocolate. E o açúcar, já sabes, é para ficar bem docinho. Mas, mais do que isso, também ajuda o bolo a ficar mais macio e menos seco.

Estava bom, não estava? 😃